terça-feira, 1 de setembro de 2015

中国高速铁路...

Este ano voltaram as 'comemorações interrailianas'. A 'substância comemorativa' assumiu uma natureza algo 'exótica', não tivesse sido propiciada por um comboio de alta velocidade que assegurou a ligação entre duas 'megalopolis' chinesas, a saber Pequim e Shanghai. Cerca de 1400 km, parte de uma rede de muitos milhares de quilómetros (中国高速铁路, Zhōngguó gāosù tiělù, em pinyin, e, numa tradução mais ou menos literal, rede ferroviária de alta velocidade da China), percorridos em 5 horas e meia. Pontualidade, conforto, rapidez... em suma, uma excelente alternativa ao avião. Uma alternativa que resulta daquilo a que a história oficial dos caminhos de ferro chineses designa por 'terceiro estádio' de desenvolvimento, iniciado em 2004, com a aposta na alta velocidade, bem vincada no plano quinquenal em vigor na altura. Já agora, o 'primeiro estádio' corresponderá ao período entre meados do século XIX e a criação da República Popular da China (1949), marcado pelo desenvolvimento incipiente do sistema: O 'segundo estádio', de 1949 a 2004, traz o alargamento massivo e o melhoramento da rede e assegura a cobertura da maioria das cidades chinesas pelo transporte ferroviário. No capítulo da alta velocidade, o plano do governo chinês aponta para que a rede ligue Pequim a todas as principais cidades do país.
Desta vez, apenas Pequim-Shanghai. Aqui fica um registo fotográfico que sintetiza a experiência...



Pequim Central para levantar o bilhete em papel.

A Estação de Pequim Sul, gare de partida do comboio para Shanghai.

Comboio G129, plataforma 16,,,

Carruagem 8, 2ª classe, velocidade máxima atingida 315 km/h
Passar o rio Yangtse a mais de 300 km/h.
A estação de chegada a Shanghai: Hongqiao.

De Pequim...






,,, a Shanghai.





terça-feira, 16 de junho de 2015

Tilbage på interrail-sporet 33 år senere... voltar ao Interrail 33 anos depois


http://politiken.dk/rejser/temarejser/ECE2711405/tilbage-paa-interrail-sporet-33-aar-senere/


terça-feira, 2 de junho de 2015

Booking.com... passe a publicidade!


Veneza. Mítica, romântica, grandiosa, chata, cara, surpreendente, apinhada, cosmopolita, mafiosa, doente, resistente... poderia certamente lembrar-me de mais uns adjectivos para qualificar uma das mais badaladas cidades do mundo. Curiosamente, lembrei-me de um qualificador' que serve de síntese: DIFERENTE!
Estive em Veneza oito vezes, a primeira em 1978, a última em 2015. Conheço muito bem a cidade. Mas não deixo de usufruir da felicidade de me perder no meio do Castello ou do Dorsoduro. Há sempre algo de novo que vamos descobrindo de cada vez que visitamos a cidade. Até o trabalho o propicia, nem que seja ter uma reunião numa sala da Universidade Ca Foscari, com amplas janelas para o Gran Canale... lá ao fundo a ponte Rialto.

A (meeting) room with a view... O Gran Canale em 2015 (em dia de greve dos transportes públicos)
No saco das 'novidades' de 2015, há uma que merece realce: foi a primeira vez que pude esticar as pernas numa cama em Veneza (Hotel Alle Guglie)! De facto, se exceptuarmos a jornada de 1994, em que o parque de campismo de Marghera (a cerca de 15 km de Veneza) serviu de 'pouso', foram as escadas da mítica estação ferroviária de Santa Lucia que serviram de 'accommodation'.

Ferrovie dello Stato... dello Stato!
Sou cliente assíduo do Booking.com (passe a publicidade). Participo activamente nos 'reviews' dos hotéis que utilizamos por esse mundo fora. Deste 'booking', utilizado pela primeira vez quando ainda não era considerado um 'mature traveller' (tinha 17 anos aquando da estreia), poderia fazer uma apreciação que certamente incluiria coisas como 'colchão demasiado duro', 'pequeno almoço sem sumo de laranja natural', ou 'redondezas muito barulhentas'. Por outras palavras, um alojamento que no célebre site não mereceria um ranking muito elevado. Gostaria, no entanto, de explicar o gozo que me deu sentar-me de novo na minha 'cama' de 1978, 1980, 1981, etc..

'Fabulous'...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Oooooooooooooooops....

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/inter-rail-perde-passageiros-em-portugal-e-enfrenta-concorrencia-de-lowcost-1666006

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

'Veículos'...

'Anna L.'. Este era o nome do ferry que serviu para cobrir os 74 km de Egeu que separam Rafina (Ραφήνα), na região da Ática, de Gavrio (Γαύριο), na ilha de Andros,


O 'Anna L' tresandava a óleo! Para além do calor abrasador que se fazia sentir durante a travessia, o cheiro característico do óleo de motor foi nota dominante... Mas foi o oleoso 'Anna L.' que me levou até à então quase desconhecida (turisticamente falando) ilha de Andros. Se havia injustiça na marginalização turística da ilha, abundante em paisagens magníficas, tal era, simultaneamente, garantia de que quem passasse por Andros naquela altura podia apreciar 'pedaços' genuínos da Grécia insular e das suas gentes. Hoje, apesar de continuar a não poder ser comparada com destinos como a ilha vizinha de Mykonos, tudo se modificou. Há quase 80 estabelecimentos hoteleiros na ilha (segundo o booking.com )!
Voltando ao 'Anna L.'... 

O 'Anna L.' no porto de Rafína

O autor destas linhas a bordo do 'Anna L.'

Andros: o monumento ao 'marinheiro desaparecido (não tenho a certeza de ser esta a melhor tradução de 'αφανής ναύτης', mas a ideia é essa), obra do escultor Michalis Tompros, erigida nos anos 50.

Dia 14 de Agosto de 1980... 247 dracmas.
'Anna L.'... L. de quê?

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Marioara...


Em Bistriţa (Roménia), Agosto de 1978. Usufruindo da hospitalidade da família Balan e do acesso livre aos pomares (ameixas...) colectivos existentes na cidade.



'Usufruindo' de um dos 'hobbies' da  Marioara Balan,.. ainda hoje perdura numa parede de uma casa em Águeda.



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Flecha vermelha...

Mais de dois anos depois do último 'post', regresso a este espaço para dar conta de mais um ano de 'comemorações', as quais, desta feita, tiveram lugar em terras russas. mais propriamente nas duas maiores cidades daquele país, Moscovo e Leningrado (continuo a preferir esta designação do que a actual e czarista S. Petersburgo). Um ponto alto das 'comemorações'? A fantástica viagem nocturna entre as duas metrópoles! Para tornar inesquecível a viagem, os mais de 700 km de linha férrea foram percorridos no histórico comboio Кра́сная стрела́ (Krasnaia Strela), Flecha Vermelha, uma espécie de entidade mítica dos caminhos de ferro internacionais. 

Uma das carruagens do Кра́сная стрела́

De facto, o comboio tem uma história longa e notável. Fez a sua primeira viagem em 1931 e, desde então, tem vindo a percorrer diariamente, sem interrupção (se exceptuarmos o período de 1941 a 1943), a Oktoberskaya, ou seja, a linha que liga Moscovo a Leningrad. Saída às 23.55 da estação moscovita Leningradsky Vokzal, ao som da canção '
Moskva' de Oleg Gazmanov (https://www.youtube.com/watch?v=Sqru7PH1CFs), chegada às 7.55 a Moskovsky Vokzal em Leningrad, ao som do 'Hino à Grande Cidade', obra de Reinhold Gliére (https://www.youtube.com/watch?v=usHFC_qW7d4). O compartimento, com capacidade para duas pessoas, era decorado de uma maneira que dá maior vigor a percepções como a de que 'mais vale uma imagem do que mil palavras'. 

Às 6 da manhã,  a assistente de bordo bate à porta e serve o pequeno almoço… bem variado (até laranjas de Valência, não obstante o embargo russo à importação de fruta da UE). Kolpino, nome guardado na memória de leituras passadas sobre o cerco nazi a Leningrado (1941-1943), localidade historicamente marcada por ter sido uma das frentes de batalha. 
Sinal de que o destino final do Кра́сная стрела́ estava próximo...

Chegada à Moskovsky Vokzal (Leningrad)

 
Moscovo...
Leningrad...