terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Oooooooooooooooops....
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/inter-rail-perde-passageiros-em-portugal-e-enfrenta-concorrencia-de-lowcost-1666006
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
'Veículos'...
'Anna L.'. Este era o nome do ferry que serviu para cobrir os 74 km de Egeu que separam Rafina (Ραφήνα), na região da Ática, de Gavrio (Γαύριο), na ilha de Andros,
O 'Anna L' tresandava a óleo! Para além do calor abrasador que se fazia sentir durante a travessia, o cheiro característico do óleo de motor foi nota dominante... Mas foi o oleoso 'Anna L.' que me levou até à então quase desconhecida (turisticamente falando) ilha de Andros. Se havia injustiça na marginalização turística da ilha, abundante em paisagens magníficas, tal era, simultaneamente, garantia de que quem passasse por Andros naquela altura podia apreciar 'pedaços' genuínos da Grécia insular e das suas gentes. Hoje, apesar de continuar a não poder ser comparada com destinos como a ilha vizinha de Mykonos, tudo se modificou. Há quase 80 estabelecimentos hoteleiros na ilha (segundo o booking.com )!
Voltando ao 'Anna L.'...
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| O 'Anna L.' no porto de Rafína |
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| O autor destas linhas a bordo do 'Anna L.' |
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| Andros: o monumento ao 'marinheiro desaparecido (não tenho a certeza de ser esta a melhor tradução de 'αφανής ναύτης', mas a ideia é essa), obra do escultor Michalis Tompros, erigida nos anos 50. |
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| Dia 14 de Agosto de 1980... 247 dracmas. |
'Anna L.'... L. de quê?
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Marioara...
Em Bistriţa (Roménia), Agosto de 1978. Usufruindo da hospitalidade da família Balan e do acesso livre aos pomares (ameixas...) colectivos existentes na cidade.
'Usufruindo' de um dos 'hobbies' da Marioara Balan,.. ainda hoje perdura numa parede de uma casa em Águeda.
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Flecha vermelha...
Mais de dois anos depois do
último 'post', regresso a este espaço para dar conta de mais um ano de
'comemorações', as quais, desta feita, tiveram lugar em terras russas. mais
propriamente nas duas maiores cidades daquele país, Moscovo e Leningrado
(continuo a preferir esta designação do que a actual e czarista S.
Petersburgo). Um ponto alto das 'comemorações'? A fantástica viagem nocturna
entre as duas metrópoles! Para tornar inesquecível a viagem, os mais de 700 km
de linha férrea foram percorridos no histórico comboio Кра́сная стрела́ (Krasnaia Strela), Flecha
Vermelha, uma espécie de entidade mítica dos caminhos de ferro
internacionais.
De facto, o comboio tem uma história longa e notável. Fez a sua primeira viagem em 1931 e, desde então, tem vindo a percorrer diariamente, sem interrupção (se exceptuarmos o período de 1941 a 1943), a Oktoberskaya, ou seja, a linha que liga Moscovo a Leningrad. Saída às 23.55 da estação moscovita Leningradsky Vokzal, ao som da canção 'Moskva' de Oleg Gazmanov (https://www.youtube.com/watch?v=Sqru7PH1CFs), chegada às 7.55 a Moskovsky Vokzal em Leningrad, ao som do 'Hino à Grande Cidade', obra de Reinhold Gliére (https://www.youtube.com/watch?v=usHFC_qW7d4). O compartimento, com capacidade para duas pessoas, era decorado de uma maneira que dá maior vigor a percepções como a de que 'mais vale uma imagem do que mil palavras'.
Às 6 da manhã, a assistente de bordo bate à porta e serve o
pequeno almoço… bem variado (até laranjas de Valência, não obstante o embargo
russo à importação de fruta da UE). Kolpino, nome guardado na memória de
leituras passadas sobre o cerco nazi a Leningrado (1941-1943), localidade
historicamente marcada por ter sido uma das frentes de batalha.
Sinal de que o
destino final do Кра́сная стрела́ estava próximo...
| Chegada à Moskovsky Vokzal (Leningrad) |
| Leningrad... |
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Ainda a Silja Line...
Aqui fica a letra e o link para a canção dedicada pelos The Rosebuds à Silja Line:
http://youtu.be/RMkKfxbpmmI
I left my captain's hat at home
There's no pirates I can dodge or islands to explore
Just some plain folks who don't mind
The sound of screaming children and drinking too much vodka the line
And oh I sing
No way to change what's been said and done
I've set my own course and I'll try to carry on
On my days off from my ship
I sail the windy streets of Stockholm
Captain of the great Vasa warship
Its first breakfast with the king
Recount the month's adventures and divvy up the treasures that I bring
But oh I sing
No way to change what's been said and done
I've set my own course and I'll try to carry on
So back and forth I go on this Baltic sea
Waiting for a whale to come and rescue me hey, hey
and I hear them sing:
oh let's all toast to the ones we love
to old friends and to Viking blood
Oh we sing all night to the brig Svea
And I'll just bide my time
Steer the Silja line"
http://youtu.be/RMkKfxbpmmI
I left my captain's hat at home
There's no pirates I can dodge or islands to explore
Just some plain folks who don't mind
The sound of screaming children and drinking too much vodka the line
And oh I sing
No way to change what's been said and done
I've set my own course and I'll try to carry on
On my days off from my ship
I sail the windy streets of Stockholm
Captain of the great Vasa warship
Its first breakfast with the king
Recount the month's adventures and divvy up the treasures that I bring
But oh I sing
No way to change what's been said and done
I've set my own course and I'll try to carry on
So back and forth I go on this Baltic sea
Waiting for a whale to come and rescue me hey, hey
and I hear them sing:
oh let's all toast to the ones we love
to old friends and to Viking blood
Oh we sing all night to the brig Svea
And I'll just bide my time
Steer the Silja line"
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Svea Corona
Se preso ao seu 'habitat' natural, isto é o caminho-de-ferro, um interrailer chegado a Estocolmo e com Helsinquia como meta, seria obrigado a percorrer um trajecto que, fazendo confiança no Google Maps, seria de 1761 km... Estocolmo-Uppsala-Söderhamn-Sundsvall-Umeå-Luleå-Tornio-Oulu-Viitasaari-Jyväskylä-Lahti-Helsinquia! No 'plano', muito flexível diga-se, da minha primeira incursão a terras nórdicas, em 1979, esta alternativa foi considerada. No entanto, e apesar de ainda estar na ressaca de um chumbo a Análise Matemática IV, as minhas competências de cálculo, mal chegado a Estocolmo, deram azo à percepção de que poupar 1361 km no esforço para atingir Helsínquia poderia ser melhor solução. De facto, em 'voo de pássaro', são cerca de 400 os quilómetros que separam as capitais da Suécia e da Finlândia. Por força da Natureza, mais concretamente do Mar Báltico, e pela impossibilidade de usar a via aérea (um luxo na altura...), a via marítima para Helsínquia emergia como obrigatória para evitar os 1761 km. O barco acabou por prevalecer, não obstante o custo (não me lembro quanto paguei, sendo certo que usufrui do desconto de 50% para os detentores do passe Interrail) . Refira-se, para além das competências de cálculo, o poder de persuasão de duas interrailers finlandesas que conheci na estação de Copenhaga e que comigo fizeram a viagem até Estocolmo, tendo servido de guias na minha primeira visita à capital sueca (uma das coisas que aprendi com elas foi como usar o metro sem pagar!). "A fantastic trip!"; "It's party time!"; "Valtava!" (formidável em finlandês)... frases e expressões usadas pela Pirjo e pela Marita para caracterizar a travessia do Báltico. Seja! Venham daí as 17 horas de viagem de barco! Uma seca? Confesso que o cheguei a pensar. Não podia estar mais enganado!
Comprados os bilhetes, dirigi-me com as duas viajantes finlandesas para o cais. Embarcámos no Svea Corona, da companhia Silja Line.
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| O postal ilustrado 'oficial' do Svea Corona |
Como não tínhamos camarotes ou qualquer coisa parecida reservada, os decks ao ar livre ofereciam um leque alargado de 'instalações' passíveis de serem utilizadas como 'acampamento', isto é, para encostar a mochila e estender o saco-cama. O recanto escolhido acabou por se revelar estratégico, pois dele podia-se apreciar de forma privilegiada o bulício provocado pela movimentação de centenas e centenas de animados passageiros, iniciada ainda o Svea Corona navegava nas águas do arquipélago de Estocolmo. Questionei as amigas finlandesas sobre as razões de tal animação, pouco condizente, - achava eu na minha ignorância de então - com a perspectiva de passar 17 horas dentro de um barco. Abreviadamente, a explicação dada pela Pirjo e pela Marita assentava no 'tax free' alcoólico que caracterizava a travessia do Báltico. Basicamente, os animados passageiros passavam as 17 horas a consumir litros e litros de bebidas alcoólicas, beneficiando dos preços muito mais baixos (ainda hoje são 'famosas' as altas taxas que os governos nórdicos aplicam sobre o álcool). A banda norte-americana The Rosebuds, nos anos 90, numa canção dedicada à Silja Line (por razões que desconheço...), cantava:
"[...] There's no pirates I can dodge or islands to explore
Just some plain folks who don't mind
The sound of screaming children and drinking too much vodka the line"
Não me lembro de ter ouvido muitas 'screaming children'. Lembro-me bem do 'drinking too much vodka'. Só os 'tesos', incluindo o autor destas linhas, pareciam não aproveitar o tal 'tax free' alcoólico, pois, mesmo com os preços reduzidos, não dispunham de verba nem para uma água mineral. Porém, numa das nossas incursões como 'mirones' nos vastos salões onde se registava o frenesim alcoólico, eu e as minhas companheiras de viagem fomos localizados pelo 'radar' de um casal finlandês, que, apesar da sua já adiantada 'turvação', ainda deu para detectar alguém, que, pelas suas características físicas, saía fora do passageiro habitual da Silja Line. Vodka, coktails (à base de vodka), cerveja... três 'tesos', à custa da simpatia e das markkas de um casal (na casa dos 60...), acabaram por participar activamente nas 'festividades' a bordo do Svea Corona.
| ... drinking to much vodka. |
| Helsinki, 2006 |
| Helsinki, 2005 |
Onde está o Svea Corona? Depois de vendido a outras companhias e de ter percorrido outros mares, acabou por ser desmantelado na Turquia em 1994.
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domingo, 19 de agosto de 2012
Agosto 2012... 'trainless'
O Estio de 2012 foi marcado pela ausência de viagens de comboio. A 'aproximação' propiciada pelo uso intensivo do (execelente diga-se) sistema de metropolitano de uma grande metrópole asiática não é suficiente para contrariar essa afirmação...
Apesar disso, o período estival ficou marcado por várias viagens, todas elas relacionadas com trabalho (apesar das 'sobras' de um dia ou outro para fins mais turísticos). Grandes - (literalmente, como se pode ver na foto tirada no aeroporto de Frankfurt-am-Main) - meios de transporte estiveram envolvidos...
Destinos: Pequim e Ancara. Poucos dias de 'notworking' no meio do 'networking'. Poucos mas bons (passíveis, aliás, de serem transferidos para o patamar festivo das comemorações de mais um aniversário das actividades 'interrailianas'...). Aqui ficam alguns registos tirados durante os poucos dias de 'notworking':
| Na Grande Muralha... |
| Tian-an-Men Square... a caminho da Cidade Proibida (Pequim) |
| Na extraordinária mesquita Kocatepe (Ankara) |
| Na cidadela (Ankara) |
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